sexta-feira, 30 de julho de 2010

Uma vida acontecida

Aproveitar a tarde, sem pensar na vida.. Andar despreocupada, sem saber a hora de voltar... e gozar a liberdade de uma vida sem frescuras. Não me pergunta o que eu vou fazer final de semana, por favor! Eu não quero planejar nada. Por que eu posso acordar de manhã e ir correr no Ibirapuera, eu posso querer dormir no Ibirapuera. Talvez eu coma um hambúrguer às 8h ou talvez eu acorde meio dia e tome o café da manhã. Se eu acordar de madrugada sem sono, posso ligar para ele vir me buscar e passar no Extra 24 hrs. Não quero ter hora, eventos marcados. Eu sempre quis isso, briguei para na quinta-feira ter até o domingo programado e só foi inferno, nunca cumpria nada... O que só me gerava estresse nos únicos dias que tinha para descansar. Ah, cansei!
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O medo de cair no tédio é tanto que acabamos com mil eventos ao ponto de dar saudades um do outro. Eu não quero essa vida criada, quero uma vida acontecida para mim... Pois quem sabe o que quer não tem medo do tédio. Legal é domingo à noite, triste com a iminente segunda-feira, alguém bater na tua casa e dizer "tempo para uma voltinha a ver à lua?". Eu tô conhecendo isso, e tá maravilhoso! Por que eu não tive tempo de arrumar o cabelo, nem de passar o florido vestido... Mas a lua não se preocuparia com esses detalhes. Não faça uma surpresa programada, permita os desejos inesperados e compartilhe com alguém, por que a vida foi feita para se viver a dois. São detalhes que eu tô aprendendo...... Bom final de semana à todos. Beijos!

Foi sim...




Foi bom sonhar... Com você.

... é que eu sou ruim.

Só quem realmente sabe o que é ruim vai entender... Quando somos pequenos, de normal, nossos pais nos ensinam os bons modos, a boa conduta. Procuramos fazer o bem e por pessoas bacanas para dividirmos a boa vida. Na escola devemos tirar boas notas, mesmo que ruins sejam as disciplinas à estudar. No primeiro campeonato que participei na 2ª série do Fundamental, eu busquei ser uma boa jogadora e fazer boas jogadas; ainda que a cara das adversárias fosse ruim eu tinha de seguir as boas regras do jogo.
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Quando a Doty chegou em casa, filhote, e eu com toda bondade de uma inocente criança de 9 anos, a peguei no colo, ela não gostou e me mordeu; aquilo foi muito ruim e então minha mãe disse "Seja boazinha, ela é pequena." Pensei "Ok, mas ela me mordeu, tchê!". Isso aconteceu mesmo e eu me lembro como se fosse hoje. Eu fui uma boa criança! No decorrer da minha vida eu participei de concursos tradicionalistas no Rio Grande do Sul, concorria com minhas boas amigas e companheiras de estrada e festivais, quando eu tirei o 1º lugar, aquilo foi ruim de mais para a que ficou em 2º... Mas eu era uma boa prenda tradicionalista. Isso faz da outra ruim? Não.
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Com 15 anos eu fui em busca de um bom emprego, para me tornar uma boa profissional, ainda que eu tivesse de enfrentar situações muito ruins de amadurecimento pessoal até ruas perigosas e pessoas perigosas. Eu fui uma boa adolescente! Acontece que nem sempre a vida é boa para nós e eu vi que tamanha bondade estava me deixando sensível ao mau mundo, eu passei a refletir melhor sobre a boa conduta para comigo. Tu não precisa ser tão boa assim, querida! Eu precisei ser forte. Conheci boas pessoas que me ajudaram e pessoas ruins que me ajudaram tanto quanto. Se a vida vai ser ruim para mim, eu serei além disso. "Eu consigo, eu sou ruim". Como um soldado em guerra que mata para viver.
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Minha vida por ela mesma, eu mato simbolicamente o que preciso for. Se sentir saudades da minha avó é tão ruim quanto o dia em que a vi morta, eu sou ainda pior que isto. Se estar longe da minha terra é ruim, eu sou mais. Se ele te deixou e a vida parece a pior de todas, tu és ruim para esquecer tudo que passou. Sem esquecer o "bom" que minha mãe me ensinou lá na Doty em 1999; para o bem da pequena Marília, é que eu sou ruim. Boa é a minha paz, de sempre ser mais do que vier. Isso eu aprendi com a dor, que não é boa. Isso eu aprendi com alguém que não foi bom para mim.
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Nas noites de absoluta dor eu dizia "Se isso é ruim, eu sou mais." Foi em prantos que minha amiga me viu e disse "Má, você é ruim, vai conseguir!!"... E quando o pranto for dela eu quero sempre lembrá-la "Amiga, nós somos piores que tudo isso!!" Só assim, nada poderá ser tão ruim ao ponto de me derrubar. Hoje, não mais tão boa quanto o campeonato mirim, eu acabo com esse jogo, e o meu time... Venceu a partida! Eu sou uma adulta ruim! E isso é ser boa para mim mesma.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

HOJE...


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... Se eu soubesse explicar o por quê, não teria este problema né?! Agora dá licença que eu tenho mais o que fazer. E tenta não me irritar mais.

Reencontro, noite de guerra

Quem me conhece e tem o costume de ler meu blog, meio que já está esperando o post de hoje, né?! rs. Foi com muito bom humor, que mesmo depois de uma noite mal dormida eu me levantei pela manhã. O céu ainda cinzento da fria madrugada, mas certa de que o sol iria aparecer... Foi a camisa colorada que eu vesti e saí nas ruas paulistanas. Ainda com brisa eu botei um casaco branco com uma manta vermelha, por que essas são as cores que eu busco hoje e sempre, paixão e paz! É nessa cor que eu vou viver até o fim... Antes de Marília, colorada é o que eu sou! Hoje sem dúvidas é um grande dia.
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Corações tricolores e colorados dormiram pouco e batem mais forte. Não é desespero nem auto confiança, é humildade de esperar por um apito e muita vontade de gritar para São Paulo inteiro ouvir quem é a alegria do Brasil... Tá meio parecido com 2006, são paulinos aflitos e colorados na esperança de uma replay! No peito meu brasão Internacional e na bolsa a carteirinha de sócia torcedora do São Paulo, o que não me faz nada confusa do que irei cantar hoje a noite, mas uma amante de futebol perdida fora do Gigante.
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Meu carisma pelo São Paulo e louco amor pelo Inter, me botam a esperar por esta noite mais que de jogo, hoje será noite de guerra... Tá quase! Já recebi uma mensagem do velho colorado lá do Pampa, dizendo: "Tá quase filha, de novo..." De novo meu velho, sim senhor! É isso... não tem muito como expressar aqui o que rola, tô ansiosa a ferrar. A grande polêmica é claro que está no histórico deste duelo... Rafael Sobis era do Inter e voltou para o Inter. Richarlyson era do São Paulo e continua no São Paulo. Fernandão era do Inter e agora é do São Paulo. É um jogo cheio de nostalgia o reencontro entre gaúchos e paulistas. Arrepia INTER do meu coração......!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Deixa eu esclarecer uma coisa

Ser querido, se achar querido e ter sido querido. São coisas bastante distintas e isso precisa ser bem esclarecido. Quando eu quero sair, me sentir bem... Eu te chamo. A noite quando a lua clareia meu novo pátio, eu chego em casa... a Doty faz festinha e eu te mando uma mensagem. Vejo uma matéria legal na televisão, dou um toque para que tu assistas também. Te empresto meu novo DVD do Skank e digo "fica o quanto quiser". Entendo teus dias difíceis, dias de silêncio e de mil reclamações. Falo sem parar do quanto estou feliz com a novidade que só tu sabes. Eu discuto contigo sobre o jogo de amanhã e me interesso pela tua opinião sobre o Mano na seleção. Por que eu realmente me importo e te procuro. Sendo assim, tu és meu querido.
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Não... Obrigada, mas tudo de bom para ti. Por favor não precisa se incomodar, eu mesma vejo isso. Quando tu insiste em perguntar como vai o meu dia e se as férias estão indo bem, eu honestamente não quero responder. Algumas coisas na minha vida eu prefiro não publicar especialmente para ti. Tu não tem meu número de celular, saiba que não passarei. Eu já percebi que tu entende de psicologia e futebol, mas eu prefiro compartilhar com livros e autores que eu confio, amigos escritores, admiráveis, visíveis aos meus olhos. Percebe que são poucos os que eu olho e vejo e, que também são poucas as pessoas para quem eu me explico. Arrogante? Talvez. No entanto, ainda assim, tu não és querido meu.
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Talvez tu saiba que enfim acabarei minha faculdade e o quanto foi difícil chegar aqui. Talvez saiba que aquele meu grande medo tá melhorando... Continuo frequentando a casa daquela minha grande amiga e as queixas ainda são as mesmas sobre como aqui em São Paulo é cheio e um calorão. A Doty ainda tem chulé e os mesmos apelidos. Talvez tu ainda tenhas meu celular, mas não mais o meu endereço e telefone residencial e, nem terás. Eu posso te falar o quanto foi legal e o quanto eu aprendi com grandes momentos, mas não me cabe mais lhe falar da minha família e dos meus planos para o ano que vem após a formatura. Então quando quiseres no teu mais íntimo saber sobre mim e eu não te dar a resposta como antes... Conforme-se apenas, em tamanha a minha seleção até hoje, um dia para mim, ter sido querido.

É como ele fala...

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... maneiro!
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Qualquer mortal não-fresco

Eu sento no chão. Sei trocar lâmpada. Mato insetos. Abro potes de palmito. Brinco de lutinha. Falo palavrão. Pago as minhas contas e não falo miando. Entendo de futebol e gosto bastante de um rock de verdade, mas sei o valor de uma boa balada romântica. Não tenho vergonha de falar sobre coisas de homens com homens. Saio de casa de manhã sem maquiagem e sem pentear o cabelo pra ir à padaria.Não sou mulherzinha, mas choro em filmes de amor e estou sempre bonita e cheirosa.
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Não sou mulherzinha, mas não lavo a louça no dia em que fiz a unha. Não sou mulherzinha, mas tenho os meus dias de carência e tpm. Não sou mulherzinha e como batata-frita com Coca-cola, mas procuro manter a saúde em dia, e vivo descobrindo creminhos milagrosos.Não sou fresca, mas gosto de ser cuidada. Curto um mimo, carinho, dengo e proteção. Adoro flores, gosto de romance de portão e gestos e demonstrações de cavalherismo. A diferença é que eu não sugo: recebo e retribuo como qualquer mortal não-fresco.
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Este texto não é meu, não localizei o autor.