quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Feliz...

"Compreendi que viver é ser livre. Que ter amigos é necessário. Que lutar é manter-se vivo. Aprendi que o tempo cura. Que mágoa passa. Que decepção não mata. Que os verdadeiros amigos permanecem. Que os falsos, graças a Deus vão embora. Que a dor fortalece. Que a beleza não está no que vemos, e sim no que sentimos. Que o segredo da vida é viver... e viver o dia de hoje pois renascemos a cada novo dia!"

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Eu não quero ser incrível

Os textos que tenho mais dificuldade para começar, geralmente são os que guardo com mais carinho e cuidado. Tenho três anos de blog e guardo apenas quatro textos em meu notebook, moderno isso de notebook. Anda comigo pra lá e pra cá com tantas coisas. Antigamente, menos de um ano atrás, eu escrevia em cadernos, é o que a faculdade faz com a gente. Evoluir, dizem que isso é importante, então tentei a coisa. Mas tenho que confessar que perco os arquivos, mas não perco minhas folhas marcadas de emoções noturnas, expressadas na minha caligrafia sentida, dias facera, noites chorona; folhas tão minhas. É incrível essa modernidade e não me encanta. Quando falo que estou me formando, sinto que poderei enfim servir ao povo necessitado, mas minha comunidade insiste em me rotular de doutora, o que não é verdade, não quero ter esse nome. Eu me chamo Marília.

Não me julguem porque não quero casar, não me julguem porque não sonho em ser mãe, não me julguem porque não sou padrão. Eu não quero ser incrível! Eu quero ser apenas eu. Eu já fui de chorar a dificuldade, já lamentei o problema completamente com solução; mas eu também já conheci a morte, conheci alguém tão ruim que tão bem me fez, pois eu pude crescer e perceber que a vida não para pra que eu chore a dor. Aprendi que a dor é a ferramenta para atingir o sucesso, e isso não faz de mim alguém pobre de emoções, não tenha dó de mim por ser tão sozinha, não tenha dó por eu ser tão fria, a vida me ensinou assim e eu gosto. Não quero alegrias de parque de diversões, não quero amar como o mundo ama, nem perder tempo vendo novela. Eu não quero ser incrivelmente previsível. Eu sou diferente.
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Fiz faculdade porque não estava fazendo nada, não desisti porque era bolsista, tive medo porque não me senti capaz, chorei porque não soube o que fazer, estou me formando porque 5 anos passam muito rápido, nunca peguei DP porque ralei. Isso não faz de mim alguém incrível. Assim como, não evolui para que as pessoas me admirassem, e sim porque eu precisava comer. Vejo alunos do 10° semestre humilhando alunos do 7° na clínica, e só me pergunto Que merda esse cidadão é diante da experiência de vida? Um dia seremos todos só da mesma fase da evolução humana, ninguém vai lembrar-se do nosso quociente intelectual ou de onde assistimos ao jogo no estádio. Não sou incrível como as pessoas esperam que sejamos, nem profundamente extraordinária como os animais. Eu sou eu.
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Outro dia eu perguntei para um amigo que sempre fala tão bem de mim Honestamente não sei o que vê em mim, e ele respondeu sem pensar Vejo verdade. Eu descobri na resposta dele, a minha palavra, o que eu quero realmente ser nesta existência. E que esta verdade não seja confundida com a religião, porque falo da minha verdade, aquela que ainda prefere escrever em cadernos. Uma verdade vivida, temos este direito. Decepcionada, desabafei para minha mãe Talvez eu não te dê netos, mas esta sou eu. Talvez eu não tenha nascido para pentear o meu cabelo e com certeza minha mãe não teve duas filhas para serem idênticas, nem gêmeos são.
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Eu não quero uma cadeira confortável, nem deitar meu paciente num divã. Eu quero suar, passar fome, sentir dor, caminhar, ter calor e frio, o que for necessário para olhar para uma vida com a certeza de que realmente não está fácil para ela continuar. E ver nela alguém igual a mim. Porque no final, seremos todos da mesma fase de evolução humana, que covardemente comia animais e fez um caos no mundo, isso não me parece incrível. Permitam-me ser nada mais que minha verdade, livre para viver uma vida que não cabe no teu pen drive.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Je Veux...

Je Veux d'l'amour, d'la joie, de la bonne humeur
c' n'est pas votre argent qui f'ra mon bonheur,
moi j'veux crever la main sur le coeur
papalapapapala
allons ensemble, découvrir ma liberté,
oubliez donc, tous vos clichés,
bienvenue dans ma réalité!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Parece que esse poeta escreve mim...

Eu queria te contar que não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso.
Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei. Ok, chorei. Mas pelo filme, e não por você.
Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas, e que as ouço quase todos os dias. Porque elas me faziam mais falta do que você fez.
Os nossos lugares não são mais nossos. Eu já voltei lá com outras pessoas, e escrevi lá outras histórias...
Eu estou aprendendo a tocar violão. E a primeira música que toquei foi aquela música que era uma espécie de hino pra nós dois. Ela é tão linda...e sim, ela continua sendo muito nossa e lembrando demais você. Mas ainda sim, não dói.
Você não pergunta essas coisas, mas sei que gostaria de saber. Porque te conheço. E isso não mudou.
Do mesmo jeito que adivinhei as coisas ruins que você aprontaria, eu sei as coisas boas que ficaram aí em você e te fazem lembrar de mim.
Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga.
E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.
(Então eu pego o passado, e transformo em poesia-ou-coisa-assim.)
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Caio Fernando Abreu

AmBev lucra 21% mais e anuncia Budweiser no Brasil em agosto

Fonte: Terra
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A AmBev fechou o segundo trimestre com alta de 21,3% no lucro líquido, apesar de uma base de comparação forte com o período da Copa do Mundo de 2010 e temperaturas mais baixas no período. A empresa preferiu praticar uma diferença de preços ante concorrentes acima da média histórica no mercado de cerveja brasileiro, o que impulsionou a geração de caixa apesar de quedas no volume vendido e na participação de mercado na comparação anual.
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Apesar de considerar o desempenho da indústria de bebidas como fraco no Brasil no segundo trimestre, a companhia que integra a maior cervejaria do mundo, a AB InBev, informou no balanço que deve lançar até o final de agosto a marca americana de cerveja Budweiser no Brasil para alcançar uma fatia maior do mercado.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O coração dramático de uma mulher machucada

Um dia você vai estar sozinho, vai fechar os olhos e tudo estará negro. Os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum para discar. Sua boca vai tentar chamar alguém, mas não há alguém solidário o bastante para sair correndo e te dar um abraço, nem te colocar no colo ou acariciar seus cabelos até que o mundo pare de girar. Nessa fração de segundos, quando seus pés se perderem do chão, você vai lembrar da minha ternura e do sorriso infantil. Virão súbitas memórias gostosas dos meus abraços e beijos, da minha preocupação com você e só vão ter algumas músicas repetindo no seu rádio: as nossas. Em um novo momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração e vai torcer bem forte para ter o nosso mundinho delicioso de novo, o nome disso é saudade, aquilo que eu tinha tanto e te falava sempre. E quando você finalmente discar meu número, ele estará ocupado demais, ou nem será mais o mesmo, ou até eu nem queira mais atender. E se você bater na minha porta ela estará muito trancada, se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos te ensinarão o que são lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. O nome do enjoo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome que virá, chama-se tristeza. Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com olhos encantados... Você encontrará a famosa solidão. A partir daí o que acontecerá, chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima...
... é o tal do tempo em que você tanto falava!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Tão poucos irão entender essa minha liberdade de escolher

Algumas pessoas não precisam de tanto como buscam, às vezes a simplicidade delas já basta para que eu olhe e as admire. Tanta pouca frescura me encanta e me faltam pessoas incríveis. Gostar de animais faz a sensibilidade de alguém, não precisa escrever poemas, só alguém muito afetuoso tem cachorros ou papagaios. Amantes do mar, o mar é gratuito pro ser humano, ainda assim alguns precisam da sofisticação do esporte, com pranchas maiores para competições, Freud explica bem essa neurose por volume e títulos; eu acredito nele. Falar do erro do outro enquanto que não corrige os seus próprios repetidos erros. Passar a vida em busca de seus próprios objetivos, mais conquistas enquanto pessoas dividem o nada com tantas mais. Sobra tanta revolta dentro de mim que me leva a pensar como tão poucas pessoas me encantam.
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Uma vez vi meu amigo ganhando um presente com a tal frase se não gostar pode trocar e ele respondeu quero trocar sim!. Ninguém esperava que ele dissesse isso. Outra vez brincando com uma criança e um trenzinho, perguntei se o maquinista estava dentro da cabine, e ela me respondeu Não né, é um trem de brinquedo. Atendi uma moça na clínica que sempre me dizia Tá ruim, mas tá bom dra. Marília sem perceber o quanto me curou com isso. Vejo tanta gente reclamando, enquanto vidas perdidas por aí, com motivos para realmente se perguntarem porquê, apenas vivem. Afinal a vida é para nada além disto. Me faltam histórias incríveis a vista! Enquanto artistas sem braços desenham com os pés, enquanto crianças vendem balas para os pais ficarem em casa... Eu fui percebendo que tão poucas atitudes em minha volta me surpreendem.
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Meu sobrenome não é pontualidade, mas quando vou atrasar muito para chegar no trabalho, eu ligo e aviso o motivo. Acredito que não passa da minha obrigação me explicar. Explicação para mim é uma obrigação a qual não devo discutir e sim seguir. Não precisa conhecer muito de mim para entender que odeio obrigações, quase tudo que faço é por prazer; às vezes faço porque quero e às vezes faço porque tenho que fazer. Evito ao máximo as que tenho que fazer, pois perdem a graça. Quando decido dormir fora eu vou, minha mãe verá que tô demorando e irá ligar. Quando marco um compromisso, chega a data e então a pessoa me liga, tá aí a sorte de sempre ser diferente, tu não precisa ligar porque o outro sempre ligará (ao mesmo tempo chato demais isso!), mas é um fato. O que acontece é que geralmente eu não me explico, me faltam figuras incríveis que me façam explicar onde vou esta noite. Horas não tenho paciência, horas eu nem lembro disso. Acontece que tão poucas são as figuras que eu me explico.
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Odeio homens simétricos, sabe? Não cabe nada simétrico no quebra cabeça que é minha história. Até aqui deu para perceber o quão complicada eu pareço ser, mas não... nem tanto assim, como é difícil me surpreender. De verdade. Não são muitos os cheiros que eu guardei para levar. Eu me pergunto de quantos homens eu realmente fui, nossa! Fiz uma lista. Me faltam homens incríveis! Que liguem pouco, não respondam minhas mensagens, mas apareçam quando eu menos esperar sem parecer surpresa e sim acaso. Que digam Até um dia só pra eu ter a oportunidade de sentir que quero mais e principalmente, que demore o suficiente para que a saudade já não tenha ido junto com ele deixando a indiferença cansada. Que saiba a distância que ainda me mantém, e a aproximidade que não me sufoque. Joguei a lista fora e deixei o que toca violão sem me causar ciúme, que fez de mim a própria música e nenhuma música jamais deixa de existir ainda que nunca mais ouvida. Tão raro o homem que já me teve.
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Esses dias lendo uma reportagem do MSF conheci a frase O que não é possível carregar comigo é porque não é meu..., tenho usado ela como perfil e assinatura de e-mail porque ela resume muita coisa. O que está dentro de mim, ninguém tira a não ser eu mesma e às vezes nem eu tenho controle disso, é o que posso chamar de meu. Se eu tiver paz, a levarei comigo onde quer que eu vá. Por um bom tempo da minha vida - ainda que eu seja tão nova - vivia em cima de sonhos que se realizariam para sempre, e esse para sempre pesa, pois soa tão definitivo para alguém tão volúvel como eu. Coisas definitivas vai: tatuagem, ser mãe, conhecimento adquirido, casamento; são as principais que me lembro agora e só para concluir. Percebi que as únicas coisas que realmente irão me acompanhar são meu conhecimento e minha tatuagem, com todos os livros que hoje estão na minha cabeça e com toda a lembrança que a minha tatoo hoje tem no meu coração. Resolvi para sempre, ler e fazer tatuagens. De resto, nada é definitivo e tão poucos para sempre eu desejei.