quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Puts, é a mulher da minha vida

Mulheres, já pensaram em quem é a mulher de suas vidas? 
Homens, já pensaram em quem é o homem de suas vidas?
Não valem nossos pais e avós.

Sim, nós temos. E se tu ainda não tem, vale a pena refletir sobre eles. Os tabus de antes e agora nos limitam para tantas coisas extraordinárias. Mas para quem tem autoconhecimento, idai?, tabu é pra quem ainda tem muita sessão de terapia pra viver. Uma vez conversando com um amigo, ele disse assim "A mulher da minha vida será morena, pele clara e olhos verdes", após 7 anos, tive o privilégio de reencontrá-lo no WhatsApp da vida e, de fato, ele encontrou a tal mulher da vida dele, do jeitinho que ele imaginava. Como ele adivinhou? Mas, quem será o homem da vida dele? Este, ele possivelmente não imaginou como seria.

Não tô falando do cara que ele se espelhou para ser o homem que é. Quero dizer, o homem da vida dele é o cara que ele bateu o olho e disse "É ele." e, isso não tem absolutamente nada a ver com homossexualidade. Também não pode ser somente alguém que admiramos, se fosse assim eu teria várias mulheres da minha vida. Eu tô inventando isso tudo, é só mais uma teoria minha, por isso está aqui neste blog e não precisa de comprovação nenhuma. No entanto, tenho convicção de sua autenticidade.

O homem e mulher da tua vida é provavelmente aquela pessoa que não vai passar o resto dos dias contigo, não combina nos gostos musicais, prefere o frio enquanto tu prefere o polo verão, por isso te completa tanto. É aquela pessoa que sempre deixa uma pergunta sem responder, e ao mesmo tempo, fala como se soubesse quem é você, enquanto que nem tu mesmo tenha ideia de quem sejas. É aquela presença bem-vinda, sem malícia. Aquele papo que fica, aquele bar que vai repetir, aquela conexão que só se explica perguntando: Te conheço de algum lugar?

Ou, aquele pensamento jamais confessado: Como não apareceu antes? Ou, aos mais misticos: Encontrei minha alma gêmea. Estudos comprovam que alma gêmea não existe, mas há quem acredite e acho que dentro da minha teoria, ta aí uma boa nomenclatura, porque não exige gêneros distintos, pode ser qualquer um. Encontrar o homem ou mulher da tua vida é um tiro certeiro, mas também não é amor a primeira vista, porque não estou falando de amor. Tô falando de uma união de energias que não podemos controlar, não escolhemos porque é bonito ou diferente, nascemos prontos à espera do encontro real. Quem é essa pessoa na tua vida?

Sim, é essa primeira que lhe veio a cabeça, confie na tua psiquê, não tenha medo de assumir a ti mesmo, lembre-se que o autoconhecimento nos fixa no que somos e não em tabus. Se não tens ideia de quem seja, é porque ela ainda não chegou, a vida vai lhes apresentar em breve. Porque quando ela passar por ti... não haverá duvidas. Vale a pena ter alguém para marcar nossas vidas sem compromisso ou explicação.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

mmafra no Facebook

Amores, estamos no Facebook agora!!!

Sempre tive vontade de ousar por lá, espero que seja legal!!!
Obrigada à todas as mensagens lindas e sugestões.

Blog mmafra no Facebook.



Beijos, MM.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Eu e a dependência química

Há 6 meses fui cobrada a ajudar ao próximo. O que eu venho fazendo com a minha saúde e tempo de vida? É fácil pensar em uma vida boa, com sonhos realizados, é sem dúvida agradável viver bem. Notei que as pessoas mais incríveis que eu já conheci buscavam sempre melhorar na vida. Mas eu tive ensinamentos em um determinado momento e lugar, de que, não basta sermos melhores, não basta evoluirmos em todas as áreas de nossa vida, se, não houver caridade. A principal mensagem que Jesus nos deixou, quer tu seja religioso ou não, que seja histórico apenas, Jesus disse para amarmos ao próximo como a nós mesmos. E eu resolvi amar quem precisa, não quem eu quero amar. Que mérito tem quem ama ao que nos ama? E que mérito tem quem ama ao que nada nos tem a oferecer? Eu fui atrás de trabalho voluntário.

Pensei a princípio em trabalhar com gestantes, diante da minha identificação hoje como mãe. Sempre valorizei a empatia como ferramenta principal em qualquer relação. Sabe quando nada dá certo para um plano? Disse uma nova amiga minha há alguns dias "Nosso erro é achar que nós escolhemos a nossa demanda, por que na verdade, a demanda é quem nos escolhe". Minha praia não era gestantes. E foi numa quinta-feira que eu entrei como visitante em um grupo terapêutico para dependentes químicos, sozinha, sem saber quem procurar, sem entender porquê estava alí e o pior de tudo para mim, sem saber por onde começar a tal auto-apresentação.

Tenho pensado muito nisso e em como registrar mais um momento novo da minha história aqui no blog, então vou trazer o que mais tem me chamado atenção. Os pontos principais que venho observando, sem clichê, sem teoria; e sim a prática, a minha vivência com famílias que sofrem, e muito, com esta demanda que me escolheu e que eu não me opus nem pretendo me opor por todo o tempo que me for permitido. Preciso confessar e desabafar o meu apaixonamento por um trabalho forte, difícil, amargo, real, distante, vítima de preconceito e absolutamente recompensador. Em busca de ajudar ao próximo, eu me senti acolhida, ajudada e, exatamente no lugar onde deveria estar. Sem hora pra ir embora.

Quando falamos em dependência química, logo pensamos em drogas, álcool e também medicações lícitas. Eu pensava assim até lidar diretamente com ela. Tenho aprendido que o fator maior na maioria, poderia arriscar dizer até todos os casos, o fator maior e mais importante não é a dependência química em si, mas os outros e diversos fatores que levaram o indivíduo ao uso da substância, ainda no princípio, e que se fossem tratados a tempo, talvez (eu disse talvez) ele não estivesse passando por esta luta agora. É certo dizer que nem todos que usam qualquer tipo de substância se tornam dependentes, mas também posso afirmar que a maioria que conheci até agora, não usaram de maneira moderada. Afinal, o "barato" é a brisa. E como já ouvi e até já repassei em brincadeira "beber para não ficar bêbado, é engordar de graça". Mas o uso abusivo leva a dependência e de uma mera brincadeira, à patologia, à dor, à morte.

Desde então eu não consigo mais beber como antes e passei a ver os meus experimentos curiosos até então como um grande risco para a minha saúde e também saúde familiar. Dizem que nada é por acaso né.. cada dia mais eu tenho certeza disso. Há alguns anos tive um relacionamento ao qual fui muito apaixonada, e com o passar dos anos descobri que ele era usuário de drogas, digo usuário porque na época ele ainda não sofria de nenhuma dependência química. Aquela vivência me traz hoje, muito da empatia que eu pensei ao escolher o meu trabalho de caridade. E foi aí que a demanda veio e veio com tudo. Eu não pude mais me abster do tema e dei o meu depoimento em grupo, contei a minha história, as minhas dores da época, como estou hoje diante daquilo. Eu me senti a louca co-dependente, mas como também disse essa minha amiga "quem não é?", e foi assim o meu ingresso na demanda dependência química.

Pude observar que a dependência química, embora uma doença, é uma dependência como todas as outras que existem por ai, como comer, comprar, jogar, transar, sem controle. E a co-dependência, também existe em diversas áreas de todos os relacionamentos, seja com um adicto, seja com trabalho, parente, lugar e o mais importante para mim, costumes. A visão se amplia, e tu passa a ver o dependente químico como um cara absolutamente igual a ti, com dificuldades de lidar com as emoções (lembra as questões primárias que falei acima?), com exercícios que SÓ POR HOJE foram cumpridos e que amanhã começa um novo dia. E o co-dependente é só uma pessoa tentando entender que aquela outra pessoa que a gente julgava ideal, é na verdade, alguém falho e doente, que por vezes nos deixa mais doente do que "o doente" em si. Eu percebi que o adicto tem um perfil mesmo muito parecido, atraente, como eles são incríveis!! Mas que cada qual em suas nomenclaturas, são todos iguais, na busca por libertação.

Libertação da fissura; libertação do luto simbólico daquele que achávamos que era perfeito; libertação dessa vida que virou um inferno; libertação dessa co-dependência diante do suicídio do meu marido; libertação esta que já não sei aonde encontrar, mas que com o depoimento do meu irmão, eu posso acreditar que ela exista. E ir atrás dela. Porque a vida ainda vale a pena; porque eu definitivamente não preciso da droga para respirar, vivi 12 ou 20 anos sem ela; porque meu casamento acabou e eu não quero perder mais nada; porque meus filhos têm vergonha de mim; porque só me restou a vida para continuar; porque só por hoje eu posso sim conseguir tudo o que eu desejo. Não por positivismo, nem porque pode ficar ruim, se estivesse bom não estaríamos em tratamento. Mas porque dessa vez, eu escolhi, e eu posso mudar.

Fiz esse parágrafo acima porque também entendi que não é o familiar que vai libertar o adicto da dependência, nós quando co-dependentes temos essa falha de achar que podemos controlar a vida do outro, na tentativa de libertá-lo do que julgamos - para nós - ser algo nocivo. Mas nada é mais nocivo do que tirar do outro a oportunidade de escolher o próprio destino, é frustrante pra ele e principalmente para nós, porque isso não é possível até o fim. Esquecemos que a vida é de cada um, e que todos temos o tempo certo para mudarmos, ou não. E isso é extraordinário na terapêutica desses pacientes, a aceitação de que agora o jeito é esperar e cuidar de si, para que quando de fato o dependente químico precisar de ajuda e aceitar tal, sua base esteja forte o bastante para lhe acolher, ambos em busca de uma sobriedade necessária, talvez não eterna, mas o bastante para se viver em paz hoje.

Eu cai de cabeça, hoje sou psicóloga voluntária, atendo junto de uma nova amiga e impecável psicóloga aos familiares deste grupo, em outubro darei a minha primeira palestra, entrei para um curso de capacitação para prevenção de recaídas na dependência química pela Universidade de Guarulhos, neste sábado participarei de um congresso sobre política e drogas e, não pretendo parar tão cedo. 
Tem sido extraordinário! Eu me encontrei.

Este post fiz em registro e também, carinhosamente, aos pacientes do Grupo Fraterno do Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz - Unidade Vila Galvão.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Aquilo que me coisa

Sempre esse caderno sem linhas e essa vontade de ir para qualquer lugar que por alguma razão nunca é um lugar concreto, ou possível, ou perto. A velha vontade de jogar tudo para o alto e apenas ir... Aquela vontade de estar dentro deste avião que está passando agora, não importando o seu destino, apenas estar lá à caminho de qualquer sentir. Insistência esta de me envolver com aquilo que não dou conta, sem perceber à mim tamanha afronta. 

Como se a vida fosse esta página sem linhas que limitem o escrever, se eu quiser de repente mudar a direção ou fonte, nada me impeça de fazer. Essa neurose que me faz repetir, repetir e querer mudar tudo só para repetir outra vez. Esse desejo do que ainda nao é, nem nunca será talvez. Porque é massante, porque é concreto demais, estressante. Pode até ter pertencido a lugares e coisas, mas sabia-se também este, viajante. 

Ondas que se formam de repente, causam um pequeno ou grande caos e que se vão assim como vieram. Intensas no presente, lembradas num futuro e absolutamente inexistentes de um passado que na verdade se esqueceram. Essa insatisfação que me cala, este grito no silêncio que me abala. Essa obrigação de que devemos estar no mesmo lugar que nosso corpo.

Como se fôssemos nada além deste monte de carne e osso. Como se a minha mente não estivesse naquele voo, como se ao desembarcar eu também não estivesse de volta ao corpo. E no fundo, entre essas não-linhas, eu soubesse que, naturalmente, nunca estive perto de ninguém e já não sabendo o que fazer com a neurose, desenvolvi essa maldita falta de aventura que me faz optar pela loucura. 

sábado, 7 de junho de 2014

Fernandão, nosso eterno capitão.

Quem me conhece sabe da minha paixão colorada e brasileira... Em festa com a chegada da Copa do Mundo no Brasil, me peguei nesta madrugada procurando uma imagem que unisse Brasil e Internacional para minha capa do Facebook. Quisera eu acordar nesta manhã e continuar neste ritmo. Mas hoje não tem colorado e gremista, hoje tem respeito, reconhecimento e dor. Quisera eu por um instante acreditar que não passou de mais uma brincadeira de mau gosto das redes sociais. Quisera eu, tu por uma eternidade nos dando alegrias. Que lá de Goiás levou a plagas tão distantes feitos relevantes. Viveu, brilhou e por tanto fez brilhar meu colorado. Aquele que minha filha saberá quem foi. As mãos que levantaram a taça em 2006 e foi motivo de festa em nossos corações. Quão alegre emoção nos deu este eterno capitão! Sorte que a tua história fez parte da história do Internacional; sorte dos clubes que tiveram a honra de marcar a tua história como profissional, e estes que me desculpem, mas que satisfação pelo estigma de ídolo Internacional. Que teus astros cintilem num céu sempre azul e que todo brasileiro vibre por um jogador que foi e sempre será orgulho do Brasil. 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Marina

Existem pessoas que amam, existem pessoas que depositam em outra pessoa a grande responsabilidade de serem a sua real razão para viver. Algumas pessoas têm esse alguém ao qual não existiria razão para existir sem. Eu tenho uma Marina. Mas não é uma Marina qualquer; a Marina da minha história se tornou a real razão de muitos para continuarem uma luta chamada "Tenho esclerose múltipla".

Há alguns dias minha irmã, portadora de esclerose múltipla há 2 anos, criou um blog pessoal nomeado MGMAFRA, onde ela discorre num estilo diário super atrativo e cômico sobre a doença. Este meu post é para divulgar seu trabalho esplêndido; mas também para que todos saibam de uma luta chamada: "Porque não eu?"

Hoje em dia é difícil ver irmãos como Marina e Marília, devo esta gratidão à nossa mãe que sempre castigou a culpada e a cúmplice por jamais entregar a outra, eu geralmente era a cúmplice, quase vítima pela frequência rs. Assim crescemos, juntas no bom e ruim. Não poderíamos imaginar que algo de tão ruim estaria por vir anos mais tarde.

Em 2011 descobri que eu estava grávida; ano de TCC na faculdade, tomando anticoncepcional, com uma convocatória dos Médicos Sem Fronteiras na caixa de entrada do meu outlook. Poxa, a rescem casada é a Marina, porque eu?? Também não poderia imaginar que em poucos meses eu me faria justamente a pergunta inversa.

Como geralmente nada sai como planejo, logo vi o lado maravilhoso da mudança de planos. E não demorou para a minha Marina ter a primeira internação. Eu ficaria aqui escrevendo estrofes infinitas, não seria novidade para ninguém. Mas eu respondi a minha pergunta, somente o amor da maternidade para me fortalecer no medo pavoroso de perder a minha cúmplice.

Como neurótica estudante da ciência humana, fiz contato com uma representante brasileira de doenças autoimunes na Índia, descobri um laboratório lá que faz tratamento com células troncos, inscrevi a Marina. Como arrumar as células? Planejei outro filho. Como pagar o tratamento? Venderíamos os carros, daria para pagar passagens pra ela ir sozinha e receber um mês de tratamento.

Enquanto a Marina lutava para andar e tentava sobreviver com aquele pesadelo, eu aprendia a tabuada para calcular toda a grana envolvida. É claro que eu estava fora da realidade e os cálculos mais perdidos que minha cabeça. Encontrei um médico com tratamento alternativo no Brasil, liguei e agendei a consulta, achei que estava no controle de tudo. Só esqueci de perguntar à personagem principal o que ela realmente gostaria de fazer com a própria vida. Liguei e desmarquei a consulta.

E pela primeira vez em 22 anos, algo ruim fez com que nos afastássemos por um tempo. Antes que eu enlouquecesse nós duas com meu desequilíbrio. No meio disso tudo a nossa Sophia. Eu não parei de estudar, voltei de licença maternidade e virei uma célula tronco gigante ambulante. Tudo o que eu queria saber com toda aquela pesquisa, era na verdade: "Porque não eu??"

Quem nunca se fez essa pergunta não sabe o que é se sentir impotente. Após 2 anos, com este blog que hoje divulgo, em um post que venho elaborando há dias, eu, ou a minha própria Marina, respondem a minha pergunta. Não foi eu pelo principal detalhe que acabei deixando passar pelo desespero. A Sophia chegara. A esclerose múltipla também. Ambas teriam de chegar. E as duas não poderiam vir na rescem casada.

Eu enfrentaria essa parte por nós duas, afinal, sempre fomos uma só, lembra? Todos os meus planos mudaram, porque eu não teria a força que essa guerreira teve, e recebi a parte mais leve, a parte da irmã mais nova. Para que a missão dela fosse cumprida sem interromper a chegada da Sophia. Hoje somos mães e a própria Sophia prova isso em suas preferências rs.

Eu não posso viver os sintomas da esclerose, mas sou cúmplice nessa dor, tô de "castigo" junto! A Marina não pôde dar a luz a Sophia, mas basta ela chegar para o mundo da Sophia fechar nas duas, e que por sinal veio a cara dela. Este post é para a minha Marina, mas principalmente aos familiares de portadores de E.M. que também se perguntam "Porque não eu??" 

Vai doer todos os dias a impotência, mas eu prometo que a cada dia desses, as coisas vão lhe mostrar que para ter esclerose múltipla não basta ser só alguém assim como eu e você, tem que ser uma Marina.









sexta-feira, 4 de abril de 2014

Princesas na minha disney



Olhar as princesas da Disney sempre me traz a mente as minhas amigas, quem nunca buscou identificação em cada história? A incrível coincidência - ou não - daquelas que mais se parecem fisicamente também serem as mais semelhantes em desejos e história. Aquela que sonha em um mundo sempre diferente, que canta docemente e conquista o que quiser com tamanho talento @mgmafra ... Aquela que às vezes parece que nasceu para viver esse romance, mas que seu príncipe por algumas vezes mais parece uma fera, no entanto bobo por ela @tatahonorato ... Aquela que prova que podemos ser princesas e lindas até com aquele cabelo diferente do padrão e esquisitices como andar com anão @charlottesometimes_ ... Aquela que já voou mundos em seu tapete mágico da imaginação, mas escolheu aquele príncipe que ninguém imaginava e que se saiu melhor que qualquer outro @carlamerello ... Aquela que ama, simplesmente ama, com os olhos, com a doçura meio espalhafatosa e que vale mais que o ouro de seus longos cabelos @natipmora ... Aquela que soube esperar, que superou muita gente e no final deixou inveja pra uma cidade inteira engolir porque somente ela coube no sapatinho de cristal, essa eu rebobino a fita e assisto quantas vezes for permitido @adriana_g_lima ... E aquela que me traz a cultura oriental, quase contida, meio abrasileirada, que poderia ter o príncipe que quiser, mas sonha com o guerreiro impossível e vai à guerra para conquistar @mayarahashimoto ... Claro que existem muitas princesas por aí, mas a Disney tratou de criar justamente as minhas amigas. Que massa, não?! Amo vcs.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Abri mão

Talvez eu ainda não esteja pronta, talvez só não esteja disposta a dividir minha prateleira de livros, nem abaixar a tampa do vaso sanitário. Talvez amanhã eu nem escreva sobre como me arrependi. Porque principalmente hoje, eu não quero ouvir conselhos; de mim e do que passei, quem sabe? Cada qual sabe parte, mas e o todo de mim? Pode acontecer de eu conseguir. O fim é tão relativo quando ainda estamos vivos. E quem de fato morre?

Perdi as minhas maiores certezas, perdi a fé e a refiz, respondi perguntas, abri novas questões, servi novos pratos à minha frente. Parte disto pode ter me transformado em qualquer coisa que não queira mais tolerar. Foram poucas as oportunidades que vi se repetirem e, eu não posso perder mais meu tempo, seu tempo, tempo de tudo que me rodeia, por exemplo os planetas desta galáxia, entre tantas outras tão maiores.

Tudo se movendo o tempo todo e eu nesta sala a pensar sobre o jantar. Realmente, talvez eu ainda não esteja pronta nesta vida. Meu "mundo cozinha" se expandiu, eu quis voar. E voei. Voei para tão distante daqui e de tudo que todo o mundo chamou de mundo perfeito. Talvez eu seja doida demais para aquela perfeição. E me desagradei. Faltou e eu voei, pulei fora, nadei contra a corrente. 

Porque eu nunca fui todo mundo. E este foi o grande erro, vindo de mim mesma, tentei fazer o que todos diriam que seria perfeito, me esquecendo de tamanha imperfeição minha. Acabei com os sonhos desse povo todo, povo este que nada têm com a minha maluquez. Se eu tô preocupada? É o que o mundo todo faria. Sinto-me livre, sinto-me muitas de mim, de várias eras, de vários mundos.

Porque eu não nasci para amar pessoas apenas, amo lugares que não me prendem e coisas que me atraem com a liberdade de sempre querer voltar, amo cheiros meus e cheiros que vão e vêm, corem que ficam na memória. Sim, eu preciso disso para sobreviver e, não poderia mais viver a beira da morte, presa longe de quem sou. Por mais ingrato que isto soe para todo o mundo, eu nunca fui parte deste mundo todo. Abro mão.

terça-feira, 18 de março de 2014

É errado pensar que o amor vem do companheirismo de longo tempo ou do cortejo perseverante. O amor é filho da afinidade espiritual e a menos que esta afinidade seja criada em um instante, ela não será criada em anos, ou mesmo em gerações.
Khalil Gibran