terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sim, a Doty será irmã!

Cheiro de madeira, plásticos por todos os lados, uma escada abre-fecha, tintas lilás e cereja na minha roupa, eco, caixas, um kit pratos, presentes, fraldas, minhas unhas cheirando a produto de limpeza e removedor, fita crepe, eletrodomésticos e muito isopor... Foi só o que vi nas últimas semanas. Espaço que posso chamar de meu, ninho da "passarinha", vem filha, só falta você! Estou com 7 meses de gravidez e enfim chegamos no nosso lar. Sim, eu tenho uma família! Com direito a Doty tomando solzinho matinal. Algumas visitas, receitas para aprender, um quarto vazio com uma placa indicativa "Aqui dorme uma Princesa". Tranquilidade e ansiedade oscilando... Sim, eu serei mãe! Mãe de uma bebê, não da Doty; ou melhor... a Doty será irmã! É assustador como somos e ao mesmo tempo não somos os autores da nossa própria vida, há 7 meses atrás eu esperava a minha formatura para voltar ao Rio Grande do Sul e prestar concursos de psicologia, estudar, viver tudo que sempre sonhei. Hoje, eu sonho um sonho lindo, mas que não sempre sonhei. Mini roupas cor de rosa, estampas de bolinhas, toalhas com capuz, meias que cabem no meu dedão do pé, mantinhas no meu varal... Quem vai querer prestar concurso? Eu não. E de quê valeu a minha espera ansiosa?
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A vida é o que tiver que ser, e ponto final. As pessoas me perguntam se estou preparada para ser mãe, mas o que importa? Não adianta eu dizer que ela fará piano como hobby, porque ela pode nascer para o futebol e pior, escolher o grêmio, o que poderei fazer? Eu tô pronta pro que vier, independentemente do que isso tenha aver com ser mãe. Eu estava preparada para os concursos e agora sou casada à espera de uma bebê. Depois de 13 anos de vida, a Doty achou que aposentaria a vida, eu, ela e o Fifi (seu melhor amigo), e agora terá que entender o que está acontecendo com minha barriga que ela não consegue mais deitar em cima e que quando isso tudo passar, seremos mais uma parte que estava faltando, chamada Sophia. E ai ela toma o sol matinal e me olha, como quem pergunta "e agora?". Dai eu respondo "Eu não sei Doty, mas estaremos juntas" e a gente divide um medo meio feliz. Hoje eu só sei que a terça é dia do futebol dele, e que preciso deixar comida pronta, mas que domingo ele prefere a comida da mãe e então é o meu dia de fazer nada. Até parece! Domingo é dia de aproveitar o sol pra secar a roupa e não pense que vai escapar, domingo é dia do banho da Doty. Fora isso, todo o resto é mistério para mim daqui pra frente. E eu quero registrar tudo isso aqui, um amigo disse pra eu fechar meu blog agora que serei mãe, mas eu pensei diferente... Agora é que a coisa vai ficar interessante de se registrar, tô por aqui.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

É isso !

Estar grávida é...
... ler 50 vezes o resultado positivo do exame para ter certeza que está correto.
... ficar chocada ao saber que uma gestação dura 40 semanas e não nove meses como todo mundo diz por aí.
... se pegar imaginando, por horas a fio, como será os olhos, os cabelos e a pele do filho que vai chegar.
... torcer, e muuuuuuito, para que ele nasça perfeitinho.
... nunca mais dizer "ai, se fosse meu filho!" quando encontrar uma criança tendo acessos de birra no corredor de um shopping center.
... sair na rua e só enxergar mulheres grávidas.
... ter sono, muito sono.
... esperar ansiosamente pelo dia do ultrassom, e assim que sair de lá, esperar ansiosamente pelo próximo!
... aprender a enxergar o filho nas manchas de um ultra-sonografia.
... ler muito sobre gravidez, pular o capítulo do parto (pois ainda é muito cedo pra se preocupar) e ir direto para os cuidados com o bebê.
... ir ao shopping e desejar apenas coisinhas para o filho.
... torcer para ficar barriguda.
... ficar muito esquisita e descobrir uma incrível capacidade de sentir todas as emoções em uma hora, da alegria descontrolada ao mau humor sem fim.
... acordar várias vezes de madrugada para fazer xixi.
... reparar que seu marido fica muito mais interessante como pai do seu filho e perceber que foi o único homem capaz de te presentear com tamanha alegria.
... rir sozinha ao sentir o bebê mexer, mesmo que ele te acorde várias vezes durante a noite, porque você não está numa posição confortável para ele.
Só estando grávida pra saber o gostinho dessas coisas... É BÃO DEMAAAAIS!!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Quando eu tiver minha filha...

... vou ensinar a ela que príncipes encantados existem sim, mas não como nos livros e contos de fadas.O verdadeiro príncipe encantado, na maioria das vezes, não tem um cavalo ou até mesmo um carro, mas isso não importa, ele vai até a sua casa a pé, só pra ver você. O príncipe encantado não precisa ter as melhores roupas ou roupas de gala pra ser um príncipe. Ele tem que tratar uma garota bem, com respeito, sem magoá-la. Vou ensinar a minha filha, que o príncipe deve ser gentil e tratá-la com carinho. Que o verdadeiro príncipe é fiel, não trai, não machuca o coração da princesa. Direi a ela, porém, que encontrar um príncipe é muito difícil, não irei iludi-la, como fizeram comigo.E se ela perguntar se já conheci um príncipe, terei a felicidade de dizer que sim, e que ela pode ter orgulho em chamar o meu príncipe de pai.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Nosso milagre

Quando abri meu blog, fiquei algum tempo pensando em como completar o perfil em "Quem sou eu?" É sempre difícil falar quem somos, mas costumava ouvir que depois que somos mães, antes mesmo de dizermos nossos nomes, já sabemos que acima das coisas somos mãe de fulano. Então, acredito que acima do perfil que elaborei para meu blog há quase 4 anos atrás, hoje sou a mãe da Sophia. Isso é incrível, é meio fantasioso e ao mesmo tempo muito realidade. Algumas pessoas sonham em ser mães, outras, assim como eu, descobrem o sonho que é após serem. Sim, estou grávida de uma guriazinha de raiz gaúcha e pai paulistano, bastante agitada, que acorda de 15 em 15 minutos, de 84 gramas e aproximados 15 cm, é tudo que sei dela até o momento. Mas já sinto além do que os exames hoje podem me afirmar com 16 semanas de gestação, sinto ela comigo, em mim, sentindo comigo a luta do dia-a-dia e o calor da mão do pai dela em nós.
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As pessoas me aconselham não passar nervoso nem fortes emoções e me manter calma, mas dá para estar assim sabendo que serei mãe? Só quem é, entenderá (odiava quando minha mãe falava isso, mas é verdade). A Sophia veio pronta para mim, sabe das fortes emoções que é a minha vida e sem dúvida já está vacinada. Quando eu tinha 14 anos, eu estudava com o pai da minha filha, foi engraçado que ele me disse que eu me casaria com ele com tanta convicção que me fez rir. Claro que os planos na minha vida são sempre os que Deus escolhe e nunca terei vergonha de confessar essa verdade; mas que está muito próximo esse casamento, isso está. Na época eu ri horrores dele, mas a ironia se virou contra mim e hoje ele ri de mim, é o meu porto seguro, quem leva eu e a Sophia com tanta segurança que só posso mesmo acreditar que este plano é coisa dos céus. Afinal, tem que ser muito homem pra lidar com duas mulheres com tanta glória! Nem discuto, tô dançando conforme a música. Mas que baita musical, tchê!
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E para quem não quer ser incrível, tu vai me desculpar... carregar uma vida, com batimentos cardíacos, frequência sanguínea, ossos, pernas e pés, braços e mãos e dedos, tudo isso que vejo no ultrassom, dentro de si, só de ser mulher já me faz alguém completamente incrível. A natureza é incrível e isso é visível em um corpo grávido como o meu. Ver minha mudança física e psiquica, a mudança que isso gera no físico e psiquico do Bruno, é incrível demais. Mesmo! E acabou de começar, quantas mudanças vão acontecer daqui em diante com o nascimento. Muda o endereço, mudam os móveis, a cor da parede, muda quem me espera em casa a noite, muda minha atenção ao travessar a rua, deixa-se o chocolate, come-se fruta. Minha pele, meu cabelo... sou outra Marília. E essas mudanças só me afirmam que hoje acima de todas as outras coisas que sempre acreditei, agora e sempre eu sou a mãe da Sophia. Obrigada meu Deus por este milagre!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A justiça da vida não falha, nem para os inteligentes, e eu não tenho pressa. A pena é em vida.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sempre há, se não...

Sempre há tempo, forma, jeito e possibilidade para o que estamos dispostos. Se eu não compareço, se eu não jogo, não chego no horário, não respondo... Se eu não te conto, se eu não liguei, se não ouço, não janto, não brinco, não durmo... Se eu não sorrio, se eu não me importo, se eu não choro, se não agrado, não lhe pareço querida, não te quero... Se eu não danço, se eu não ando, se não espero... Se eu não mudo, se eu não tento, se eu não consigo. Se não amo, é porque não quero amar.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"Ridiculisso"

"Tenho muito pra contar, você vai ver. Posso não ter sete vidas, mas esta é boa pra valer. E em tudo que eu vivi, verdadeiro que sei. Mas teve coisas que eu não percebi até te conhecer ..." Pode parecer sem sentido esse verso com o que vou falar, mas não importa, eu te trago o ar. O ar que alguém necessita para simplesmente sobreviver. Eu controlo o teu estado de espírito, e te aviso quase que sem querer quando nada vai bem por aqui. Mas eu também deixo claro quando está. Eu te vi num canto repetindo em teus pensamentos "aparece, aparece, aparece"... e não foi hoje. Faz tempo! Muito tempo. Às vezes eu apareço, à vezes eu me disfarço de tatu bola, mas faz diferença? Todo mundo sabe o que é um tatu bola e não pisa, porque lá dentro tem uma vida. Tu sabe quem sou e que aqui dentro tem um ódio disfarçante também.
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Teu vício tem nome. Tua doença também. Tua febre, eu sei que passou, e vai voltar. Não importa quão difícil parecia ser, tu talvez não soubesse que poderia piorar. Infelizes, mas juntos. E eu não sei mais o que é felicidade e nem faço questão desse tema. Ainda não dei título pra esse post e sem dúvida não será felicidade. Eu sei que é muita coisa, de modo, incontável e eu vivi sem saber, e tu diz que verei um dia. Mas a nossa vida era boa pra valer, tu não poderia imaginar que teu ar ficaria por aqui e que agora, tu depende dele para sobreviver... Viver perde o sentido quando apenas sobrevivemos. E é assim que tu tem caminhado. Dependente, doente, deprimente. Sem rimas. Sem damas da noite para perfumar com cheiro de pirulito de crianças e te fazer sorrir. E eu reconheço esse teu sorriso superficial de agora, tenho me saído bem com ele.
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É engraçada essa comunicação subliminar única e tão clara. Vou viver muitos anos até conseguir vivê-la mais uma vez, se eu conseguir e permitir. A tua onipotência vai lhe responder que sempre encontra ar quando estás à morrer e eu te digo que é verdade. Não posso mentir. Mas a vida me ensinou que tudo passa. Um amigo especial uma vez me disse Marília o cavalo passa..., tem um verso do Wilson Sideral que diz e quanto a gente paga pelos sonhos que deixou? Algumas coisas passam, outras a gente deixa. E o preço não deve ser rosas, versos ou vinhos. Eu não sumi, só estava colhendo dados, até eles me acabam entre os elementos da mente e memória. De qualquer forma, é muita responsabilidade te manter sobrevivente. Eu não quero esse fardo, vamos parar por aqui. Já ensinamos um ao outro o que era pra ser ensinado. Essa paz é minha e tu deixou ela passar por ti. E sabemos que esses detalhes vão sumir na longa estrada.